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NOSSA HISTÓRIA

O PORQUÊ "UMBRELLA GMP" DESDE 1999

O código de requisitos Boas Práticas de Fabricação (BPF) foi estabelecido para alimentos a partir de 1969 nos EUA e é suplementado periodicamente, mantendo atualizadas as exigências de minimizar riscos no processo de alimentos. Em 26 de abril de 1969, o FDA publicou os primeiros regulamentos de GMP para alimentos e, após 10 anos, mais precisamente em 8 de junho de 1979, editaram-se complementos revistos do código.
O interessante é que o primeiro conjunto de normas (26/04/69) face à importância das ações preventivas ficaram conhecidas como “Umbrella GMP’s”, numa alusão à proteção dada pelo guarda-chuva nas orientações higiênicos-sanitárias. A atenção de se evitar contaminações, de produzir e transportar alimentos protegidos, caracteriza-se desde a origem das Boas Práticas! Vale lembrar que a simbologia do guarda-chuva foi adotada para ações em alimentos a partir do início da década de 70, mesmo existindo anteriormente várias versões com aplicação para áreas farmacêutica e cosmética. Nesses segmentos é usual o termo cGMP(Current Good Manufacturing Practices).
Os requisitos das Umbrella GMP’s não devem ser estudados apenas sob ótica de um código de recomendações tipo passa-não-passa. As revisões FDA/ Codex e as diversas portarias e RDC dão abertura à incorporação de uma gama de ações de prevenção nas etapas de fabricação e distribuição de alimentos. As medidas de inspeção/verificação tem abrangência para rastrear anomalias na Segurança Alimentar de cada produto e consolidar planos de validação de processo.Para atendimento aos requisitos do HACCP, é condição primordial o embasamento nas Boas Práticas de Fabricação. São as normas de BPF que irão propiciar correções, diagnosticando procedimentos e situações discrepantes, incrementando mudanças para melhor, eliminando ou reduzindo riscos à Segurança da Qualidade. Essa atenção inicial com Boas Práticas maximiza a planificação e assegura maior rapidez nos trabalhos de HACCP, em sinergia com os PPHO / SSOP, pré-requisitos para a ISO 22.000.Empresas alimentícias que hoje aplicam com sucesso o HACCP, implantaram BPF. Vários tópicos compõem as Boas Práticas: Projeto, Prédios e Instalações, Higiene Pessoal e Sanitização, Coadjuvantes e Aditivos, Controle de Processos, Equipamentos, Limpeza e Organização, Controle de Vidros, Manutenção, Embalagem, Água, Controle Integrado de Pragas Urbanas, Garantia de Qualidade, Armazenamento e Distribuição, Rastreabilidade, Procedimentos Operacionais, Treinamento, Contaminação Cruzada, Auditoria, Compromisso da Direção, Segurança de Produto, SAC, Documentação / Regulatórios e até Meio Ambiente.As exigências cada vez maiores do mercado globalizado implicam em sistematizar efetivamente operações, auditando processos, minimizando possibilidades de ocorrência de falhas tipo “Lei de Murphy”, que afetam a credibilidade que qualquer programa por mais próximo esteja da qualidade 99,9%.Jamais se desconsidera os princípios e regras de GMP na conceituação e implementação do sistema HACCP: Quando as Boas Práticas de não são respeitadas, não há como e nem porque implementar o HACCP.O grande desafio é o treinamento e capacitação do pessoal.
Faz parte deste desafio o fato da trilogia GMP – SSOP – HACCP ser um sistema que se aprende e se aperfeiçoa fazendo: “Se só ouço, esquecerei; se ouço e vejo, me lembrarei; se ouço vejo e faço, compreendo”.A teoria e conceitos podem ser ensinados de forma expositiva e através de discussões, porém sua implementação depende da arte de fazer. Esta arte não pode ser solitária nem centralizada. Deve existir uma atividade de equipe, com os chefes, supervisores, e os que efetivamente realizam uma etapa do processo, para que o controle possa ser real e efetivo. Em situações de risco, a decisão deve ser tomada de imediato para a retomada do controle. Não há justificativa para aguardar instruções e então retornar o ajuste. Essa realidade implica em mudanças de comportamento, de equipe estruturada, preparada para decisões.O profissional do setor de alimentos e afins deve estar qualificado para atuar suprindo todos esses requisitos. E capacitação em Boas Práticas de Fabricação é item obrigatório. A atitude Pró – Ativa é um diferencial frente a tudo e a todos, pois todos os programas de Qualidade tem ênfase preventiva.
É vital descobrir erros antes que ocorram, o hábito degrada a percepção e as recomendações de GMP são ferramenta sempre em aperfeiçoamento, evitando riscos, ajustando a sensibilidade para a evolução do HACCP e demais ferramentas avançadas.
 
O símbolo do guarda chuva verde e a sigla GMP BPF é marca registrada da JCG Assessoria em Higiene e Qualidade junto ao INPI desde tratativas de 10/1999.
 
Prof. José Carlos Giordano
Consultor em Food Safety